A mãe Flordelis

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Uma Homenagem a todas as mães por meio desta que tem 55 filhos

A cantora Flordelis inspira por tudo que representa na arte, no social, na maternidade e agora também na política. Mãe biológica de quatro filhos e mais 51 adotivos teve sua historia contada em filme com astros e estrelas da televisão.

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Por Dida Brasil

Ela chegou até o Congresso Nacional como a deputada federal mais votada do Rio de Janeiro e sua maior luta, em Brasília, é a questão da Adoção que, a seu ver, deveria levar o mesmo período de uma gestação, nove meses.

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Pastora e cantora gospel de sucesso, Flordelis já vendeu mais de 300 mil cópias, alcançando discos de Ouro e Platina. É sucesso também nas redes sociais, seu canal no Youtube tem mais de 160 mil inscritos, com vídeos que ultrapassam 100 milhões de views e suas aparições com os filhos e entrevistas já foram vistas mais de 5 milhões de vezes. No Instagram conta com mais de 765 mil seguidores que acompanham diariamente sua agenda profissional e pessoal.

Com uma vida repleta de provações e superações, sua história virou filme há 10 anos, “Flordelis – Basta Uma Palavra para Mudar” é uma coletânea de depoimentos emocionantes dessa trajetória de amor e fé que teve a missionária encenando o seu próprio papel e mais de 20 atores renomados da dramaturgia brasileira que dão vida aos demais personagens, a exemplo de Reynaldo Gianecchini, Letícia Sabatella, Cauã Reymond, Fernanda Lima, Bruna Marquezine, Deborah Secco, Letícia Spiller, Alinne Moraes, entre outros.

O filme foi realizado totalmente sem cachês para os artistas envolvidos, que se propuseram a gravar de forma voluntária pelo impacto da história real. Toda a renda arrecadada foi utilizada na construção de um centro de reabilitação para jovens e na compra de uma casa para Flordelis, hoje casada com o pastor Anderson do Carmo e juntos pastoreiam o Ministério Flordelis, Cidade do Fogo, em São Gonçalo (RJ).

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Em conversa com Viu, Flordelis relata detalhes de sua criação no Jacarezinho, a maternidade e a dificuldade para conseguir adotar no Brasil.

INFÂNCIA

“Minha infância foi como é até hoje a infância da criança da favela, cheia de desigualdades sociais e escolares. Nada mudou, pelo contrário acho até que piorou”.

“No passado as crianças brincavam de soltar pipa, jogar bola, pique esconde, bandeirinha, amarelinha e agora é quase impossível por causa do aumento da violência. Existiam perigos, mas, ao invés de diminuírem, cresceram e muito. O que me ajudou foi que meus pais eram presentes e também evangélicos. Minha mãe renunciou a vida dela para ficar em casa tomando conta da gente”.

MATERNIDADE

Fui mãe aos 18 anos. A maternidade para mim é algo maravilhoso, uma dádiva de Deus, é impossível descrever com palavras e a ideia de adotar não surgiu, aconteceu. E foi um acontecimento mágico, algo que mudou minha vida para sempre. Eu já tinha filhos, fazia um trabalho de resgate como missionária e por meio desse trabalho, dessa missão, abriguei cinco adolescentes que vieram morar em nossa casa, a esta altura já estava em uma casa com meu marido Anderson do Carmo, que é pastor evangélico. Compramos um vídeo game que era sensação na época e os meninos nunca mais foram embora.

ADOÇÃO

A adoção no Brasil é complicada. Existe uma burocracia muito grande, uma fila enorme de pessoas querendo adotar. Tem mais gente querendo adotar do que crianças para serem adotadas e isso não pode acontecer. Todos os meus processos de adoção foram muito difíceis, o desgaste emocional muito grande. O filho que mais deu trabalho foi o Carlos, ele era adolescente viciado em drogas, trabalhava para o tráfico, foram meses de muita luta, as crises de abstinência eram intensas, mas conseguimos vencer. Hoje ele é pastor evangélico, casado, pai e referência para milhares de pessoas que ele cuida diretamente. Meus filhos adotivos levam meu sobrenome e do meu marido que sempre me apoiou em tudo. Foi difícil, mas valeu a pena.

Depois da adoção dos cinco adolescentes, encontrei uma jovem drogada, que tinha acabado de abandonar sua filha um terreno baldio, uma linda bebê com 15 dias de nascida, levei as duas para minha casa, depois houve uma chacina na Central do Brasil e a mãe biológica dessa bebê que tinha meu endereço levou os sobreviventes para minha casa e de uma só vez me tornei mãe de 37 filhos. Meus filhos me chamam de mãe, com exceção do meu baiano que me chama de “mainha”.

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PARA FLORDELIS O QUE SIGNIFICA SER MÃE:

Existem dois tipos de mãe: a biológica e a do coração. Mas para mim, mãe é aquela que se doa. Esse é o sentido do amor verdadeiro.                                                        Créditos:
Foto e Make-Up: Binho Dutra
Assistente de Fotografia:Sérgio Fontora
Cabelo:Wagner Pedro
Part. Especial: Stylist Solange Meneghel
Direção Geral :Marco Antônio Ferraz

 

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