Ibogaína: tratamento poderoso contra a dependência química.

Ibogaína

Ultimamente tem sido bastante divulgado na mídia nacional o grande poder da ibogaína no tratamento de pessoas com dependência química. A planta oriunda da África Central tem despertado tanto interesse pela eficácia de resultado, que alguns acreditam que ela seja milagrosa.

Os números não são atuais, mas empiricamente as estimativas da quantidade de dependentes químicos no Brasil assustam. Em setembro de 2012, pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) constataram o Brasil como o segundo consumidor mundial de cocaína e derivados, atrás apenas dos Estados Unidos.

Dados divulgados em 2013 apontaram consumo de maconha, cocaína, além da ingestão de bebidas alcoólicas por 5,7% dos brasileiros, índice que representa mais de 8 milhões de pessoas. Ainda, o Levantamento Nacional de Famílias dos Dependentes Químicos (LENAD), feito pela UNIFESP em 2015, informou que mais de 28 milhões de pessoas no Brasil têm algum familiar que é dependente químico.

Estatísticas à parte, fato é que a dependência química adoece não apenas o usuário, mas também a família, e a busca incessante por tratamento muitas vezes é frustrada pela pouca eficiência das terapias disponíveis.

É por isso que o resultado apresentado pelo tratamento com a ibogaína tem gerado tanta expectativa. Segundo o portal da rede Mentes Livres Iboga Brasil, que trata de pessoas no Brasil e no exterior com dependência química e outras enfermidades psicossomáticas, a medicina natural da raiz africana é a melhor terapia para libertar o paciente da dependência, sendo cientificamente comprovado em 85% dos casos como a alternativa mais eficaz, fato destacado também pela UNIFESP em relação aos tratamentos convencionais que apresentam índice de recuperação em apenas 5 a 10% dos pacientes.

IBOGAÍNA:

A ibogaína é o princípio ativo da iboga (tabernanthe iboga), arbusto originário da África, sendo encontrada nos bosques do Gabão e outras regiões. Os alcalóides desta árvore, que os nativos consideram sagrada, são altamente curativos e medicinais, produzindo resultados surpreendentes no tratamento de dependência química, alcoolismo, tabagismo, medicações controladas e em pessoas que sofrem com depressão, ansiedade, bipolaridade, síndrome do pânico, compulsões e outras disfunções psicológicas.

O coordenador da rede Mentes Livres Iboga Brasil, o psicoterapeuta Vitor Paulo Teixeira Vitti, explica que a ibogaína é uma substância enteógena, que proporciona a expansão da consciência. “Faz o paciente rever todas as lembranças de erros, sentimentos de culpa, raiva, ódio, medo, frustrações e perdas enraizadas no subconsciente. Neste processo, o paciente é capaz de entrar em um profundo mergulho para dentro de si, liberando-se emocionalmente de traumas”.

A ibogaína atua aumentando os níveis de serotonina e dopamina no cérebro, repara as sinapses danificadas pelas drogas e cria novas conexões entre os neurônios. Assim, ocorre um reequilíbrio de diversos neurotransmissores e, por consequência, cria a proporção adequada entre serotonina, dopamina e noradrenalina, responsáveis pelas sensações de prazer. “Todo esse processo nós chamamos de “RESET”, uma reorganização do cérebro que não causa prejuízo nenhum à mente e à saúde”, observa Vitti.

TRATAMENTO:

Em locais especializados, como a rede Mentes Livres Iboga Brasil, que atua em Brasília, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Bahia, o tratamento é realizado em cinco dias, podendo se estender por mais tempo. A rede possui chácaras com infraestrutura preparada para receber os pacientes e equipe de profissionais composta por médicos, enfermeiros, psiquiatras, psicoterapeutas, nutricionistas e apoiadores que fazem ainda o acompanhamento dos pacientes quando retornam às suas casas.

O protocolo, sessões e quantidade de ibogaína em cápsulas são ministrados individualmente, conforme o estado físico, psicológico e emocional de cada paciente. Os efeitos podem durar de 8 a 12 horas, podendo ocorrer sudorese, tremores, náuseas e vômitos, efeitos colaterais comuns à maioria das substâncias enteógenas, sendo que a planta provoca estes efeitos em intensidade muito menor àqueles observados com a ayahuasca (do Santo Daime).

Durante o tratamento também pode ocorrer ligeiro aumento dos batimentos cardíacos, por isso a aplicação de doses maiores não é recomendada a quem tem problemas no coração. Em doses mínimas, a planta não apresenta qualquer risco à saúde humana e não causa nenhum tipo de dependência.

Cada vez mais pessoas buscam no tratamento com a ibogaína a solução, a alternativa para se livrar do vício. A planta no Brasil não tem restrição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), contudo, segundo o psicoterapeuta Vitor Vitti, mesmo com resultados tão promissores, não há interesse das autoridades em expandir o uso da medicação. “Sabemos que a luta é grande frente aos laboratórios da indústria farmacêutica e da classe psiquiátrica ortodoxa, bastante ultrapassada com métodos obsoletos, já que os métodos tradicionais de tratamento têm taxa de 5 a 10% de recuperação, enquanto que o tratamento com a ibogaína chega a 100% de não recaídas em mulheres e 85% em homens nos últimos 7 anos, de acordo com nossas estatísticas”.

DEPOIMENTOS:

“Experiência única na minha vida. Nunca me senti tão bem nos últimos nove anos. Me sinto novo, livre, porque antes eu era refém de um vício e de mim mesmo, não tinha mais vida, só a compulsão no cigarro e crack, sempre e sem parar. Hoje não sinto vontade, não sinto nada. Nunca achei que tivesse cura, e tem: é a ibogaína”. Paciente Ronnie, Florianópolis, após cinco dias de tratamento.

“Percebemos que podemos mudar os hábitos. Estou indo para casa muito melhor do que quando cheguei. Usava uma lista de remédios controlados, agora me sinto livre”. Victor Della Rima, Rio de Janeiro, após tratamento de nove dias.

“Passei pelo reset. Não lembrava o quanto é bom sentir prazer em estar saudável, e a ibogaína me trouxe isso. É um método que funciona, e aqui o ambiente é muito bom, a equipe é profissional e preocupada com o nosso bem-estar”. Gustavo, após tratamento de cinco dias.

“É uma experiência nova pra mim. A ibogaína age nos tecidos neuronais e pude perceber ao longo do tratamento e no reset meu cérebro mexendo, renovando… Hoje sou outra pessoa; é como um renascimento. Não tenho vontade de usar química. No início tive dúvidas, mas posso dizer que resolve mesmo. Eu recomendo”. Paciente Clayton, Mentes Livres Iboga Brasil, Florianópolis, após tratamento de cinco dias.

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Fotógrafo, redator e designer, escreve para o portal VIU Magazine e é produtor da revista 'VIU?'. @MaxMullerMM

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