A prefeitura de Pirenópolis, a covid-19 e o sentido da vida

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Fotos: Tatiane Di Passos

Texto: Professor Romero Ribeiro

 

Depois de quase 30 anos analisando e compartilhando os fatos que marcaram a história da humanidade, aqui, nesse diálogo (o leitor deve aprofundar no assunto, em várias fontes históricas disponíveis), farei uma abordagem, curtíssima, acerca de duas – entre tantas outras – das maiores pandemias que arrasaram com a população mundial, e de como o isolamento social foi a busca imediata mais eficaz: a peste negra (1347 a 1353) e gripe espanhola (1918 a 1919). Sobre a peste negra, estima-se que deva ter ocorrido mais de 50 milhões de mortos, durante aqueles seis anos. No caso da gripe espanhola (que também atingiu o Brasil, vitimando 30 mil pessoas, entre eles o 5º presidente eleito, Rodrigues Alves), o número de mortes não foi menos devastador: entre 50 e 100 milhões. Como você percebeu, dentro de um espaço de tempo muito curto. Tanto numa como na outra pandemia, o distanciamento social tornou-se fundamental na gradativa redução de infectados. Nessa altura, o leitor poderia antecipar a seguinte observação: ‘naqueles’ tempos não havia o avanço da medicina. Claro, com toda razão, não mesmo! O fato é que, até o mês passado, 118 vacinas estavam sendo testadas em todo o mundo. Entretanto, a mais urgente e otimista delas, não será disponibilizada antes do ano de 2021, e, sendo assim, o distanciamento social continua, na vigência dos tempos atuais, a saída para desacelerar o poder de transmissão do vírus. Assista ao filme “Decameron”, de Giovanni Boccacio, para melhor contextualização. No Brasil, o número de mortos passa dos 65 mil óbitos, até agora (em Goiás, esse número ultrapassa 700. Em meio a tantos desajustes sociais, culturais e econômicos setores inteiros da economia foram impactados pela covid-19. Entretanto, o que deve ser levado em conta, antes de tudo, é o valor à vida. A prefeitura de Pirenópolis foi a primeira a estabelecer com maior rigor o isolamento social e se orgulhar de ter ocorrido poucos casos na cidade. Sendo assim, medidas assistenciais (auxílios emergenciais, distribuição cestas básicas, dentre outras), tem sido adotadas para ‘acudir’ os mais desprovidos de recursos, planos de saúde e com pouco – ou nenhum – vínculo de emprego que são os mais impactados, e veja que o SUS…dispensa comentários. A melhor saída, até aqui (e isso é uma recomendação médica) foi manter seus moradores isolados, uma vez que a cidade, pelo seu aporte turístico, recebe pessoas de todos os lugares do território, bem como do mundo. Cabe destacar que o trabalho da equipe, coordenada pelo Drº Luiz Fernando, desde os primeiros dias (março) da pandemia, vem se transformando em verdadeiros heróis na proteção dos pirenopolinos. Ele e sua equipe tem agido corretamente. Verdadeiros protagonistas sociais.  E, para finalizar, deixo uma frase – que você interprete ao seu modo – de um importante filósofo francês, que por muitos anos se preocupou com a vida das pessoas, sobretudo as mais vulneráveis: “ quando os ricos estão em guerra são os pobres que morrem” (Jean-Paul Sartre, 1980). Portanto, não há sentido maior para as pessoas senão o valor às suas vidas. Vidas que, diante de tudo, ‘ importam mais’. Muito mais!!!

 01: Rua ‘deserta’ em Pirenópolis: ausência de turistas

02: O rigor na fiscalização na entrada da cidade

03: Rua do lazer, antes da pandemia covid-19

Fotos: Tatiane Di Passos

Foto: Tatiane Di Passos

 

04: Rua do lazer hoje: Isolamento necessário.diário de Goiás

Foto: Diário de Goiás

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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