O Vinho do Cerrado

Goiás surpreende pela beleza rural, gastronomia interiorana, música sertaneja, artistas de todas as vertentes, e agora pelos vinhos finos produzidos em suas terras. Na lista dos melhores, na avaliação de especialistas, as novas referências do estado respondem pelos nomes de Intrépido e Bandeiras, produzidos pela Pireneus Vinhos e Vinhedos.

Foi em Cocalzinho de Goiás que o empresário Marcelo de Souza, médico por profissão, encontrou o local ideal para desenvolver sua plantação de uvas. Ele iniciou o vinhedo com quatro hectares em 2005, utilizando as castas Syrah, Tempranillo, Barbera e Sangiovese, obtendo a primeira safra comercial em 2010, com uma tiragem de 2000 garrafas do vinho INTRÉPIDO, com predominância da casta Syrah e 1500 garrafas do vinho BANDEIRAS, com predominância da casta Barbera.


O resultado positivo ocorre em parte pela localização estratégica da plantação, na Serra dos Pireneus, a 110 km ao norte de Goiânia e a 90 km a leste de Brasília, tendo grande parte da topografia formada por vales e colinas com altitudes acima de mil metros.

Por se tratar de região tropical, em Cocalzinho se desenvolve o manejo de viticultura tropical, onde não há período de dormência para as videiras, havendo uma contínua atividade de ciclo vegetativo. Por meio de técnicas modernas de agricultura, muito utilizadas em boa parte das lavouras cultivadas no Cerrado, aclimatam e conduzem o manejo das videiras Vitis Viniferas, para que estas possam amadurecer seus frutos no período de abril a setembro. Nesta época, na Serra dos Pireneus, os dias são quentes e as noites frias, com pluviometria quase nula. Isto possibilita o amadurecimento lento, mas intenso, dos constituintes das uvas, principalmente dos compostos fenólicos, garantindo vinhos de cor intensa, frutados e estruturados, porém mantendo a desejável acidez, que também favorece o potencial de guarda.

Outra característica importante, frequentemente encontrada no Cerrado, é a presença de solos muito pobres, fato que também é muito desejável para uma região que ambiciona produzir grandes vinhos. “Nosso objetivo é produzir vinhos que aproveitem ao máximo o ‘terroir’ da Serra dos Pireneus, o que se traduz em exemplares com coloração intensa, estrutura fenólica madura, principalmente na expressão aromática de cada varietal, além de potencial para guarda, pela preservação da acidez em nossas uvas, decorrente das noites frias durante o período de maturação”, observa Marcelo.

Na Serra dos Pireneus, o clima mais quente que da Itália garantiu uma potência extra na estrutura, com maior teor alcoólico, além de notas tostadas e de café. Normalmente adicionamos um pouco de Tempranillo e Sangiovese, o que proporciona um detalhe de maior refinamento, além de taninos extras para suportar sua maior estrutura. Um pacote completo de potência e elegância.

O afinamento em madeira, tanto francesa quanto americana, confere um toque final, proporcionando maior maciez e arredondamento das características intensas deste Barbera barricado.

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